18
abr

Cadê?

A infância:

Seria ela inventada?

Se antes não nomeada,

Não teria ainda assim 

Sido sempre sonhada?

 

Bebês são verdadeiros cientistas,

Poetas, almas que despertam.

Eles chegam ao mundo com um olhar novo para  tudo que é,

Que existe, vibra e colore,

Que quica, rola, dança, move, toca,

Que cheira, sente,

Expande e contrai.

 

Livres de vícios e estereotipias,

Seus olhos reinventam o que já nos cegou

O que vemos igual, sempre igual.

O brilho que nos emprestam,

Se soubermos refleti-lo,

Espelha o mundo em seu avesso.

Constrói novas premissas,

Novas promessas.

Se deixarmos, se permitirmos,

Nos atravessa

Desenhando uma passagem

Para um novo além

De nós.

 

Quem vai fazer o mundo?

Quem carrega nossa história?

Quem cantará o futuro

A partir de um presente

Cheio de possibilidades?

 

Quando já não formos mais

Lá estarão eles

Mergulhando nesse espaço imutável do coração

Aquele que pudemos abrir, criar, fazer reverberar

E se multiplicar.

04
abr

O corpo fala!

Quando observamos os bebês, temos a oportunidade de aprender tanta coisa...

O brilho no olhar acendendo pelas pequenas coisas, a busca e a sede por descobrir como elas são, como elas funcionam, a curiosidade por todas as formas de existência, por tudo que se move, tudo que se colore, tudo que pinga, rola, faz barulho, faz cocegas, arranha, pinica, esquenta ou gela...

Mas para além desse ensinamento profundo em enxergar a importância das coisas simples da vida, os pequenos também tem uma imensa potência que temos tendência a esquecer ao longo da vida: o nosso corpo.

Costumamos precisar tanto da nossa mente para planejar, refletir, programar, organizar, nos relacionar, que de forma geral, tendemos a fazer essa cisão entre mente e corpo. E muitas vezes nem percebemos o quanto é rica e necessária a nossa busca por essa reintegração.

Se a nossa mente pensa, o nosso corpo fala, e muito além das palavras.

E muitas vezes é através da arte (a música, o fazer manual, a dança, entre outros) que encontramos um caminho muito rico para o auto-conhecimento e a expressão dos nossos dizeres mais profundos, aqueles que as palavras não alcançam.

Aqui no Cadê propomos que esse espaço criativo, de expansão e expressão, seja garantido aos bebês desde seus primeiros dias de vida, para que ele se consolide e permaneça sempre dentro de cada um de nós, podendo ser acessado e existir enquanto recurso por toda a nossa vida.

Para os adultos, viver essas experiencias com os pequenos é também uma forma de resgatar e reconhecer ou criar esse espaço interno, que traz tanto bem para a alma e para o corpo. Você já sentiu esse prazer de se expressar além das palavras hoje? Conte para a gente!

21
fev

As fundadoras do Cadê, Marganne e Maya, viajaram no começo deste ano para participar de um curso sobre intervenção precoce com a psicanalista Marie-Christine Laznik, em Paris, e também do primeiro Congresso Internacional Transdisciplinar Portugal-Brasil sobre Bebê e compartilharam como foi!

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24
jan

” Nossa, como cresceu!?”. Quantas vezes não ouvimos essa frase quando um adulto reencontra uma criança ou bebê que não via há algum tempo? E, de fato, mesmo dentro de um pequeno intervalo de tempo, o corpo da criança já passou por intensas mudanças. A maioria dessas mudanças, no entanto, nós mal conseguimos acompanhar e até de enxergar. Selecionamos algumas curiosidades para a gente ter uma dimensão da riqueza e complexidade por trás do desenvolvimento dos pequenos.

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